
O treinador da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, de 66 anos, foi condenado nesta quarta-feira (9) pelo Tribunal de Madri a um ano de prisão e multa de €386 mil (aproximadamente R$ 2,4 milhões) por fraude fiscal cometida em 2014, quando dirigia o Real Madrid. A pena foi anunciada por uma corte provincial espanhola por sonegação de impostos sobre rendimentos de direitos de imagem.
A acusação dizia respeito ao não pagamento de €1.062.079 em tributos referentes a esse ano. Em 2015, Ancelotti foi absolvido por falta de provas de residência fiscal suficiente no país. Já os promotores pediam inicialmente 4 anos e 9 meses de prisão e multa de €3,2 milhões.
Conforme a lei espanhola, sentenças menores que dois anos por crimes não violentos, quando o réu é primário, saem com regime suspenso, o que significa que Ancelotti não cumprirá pena de prisão.
No julgamento, ocorrido em abril, o técnico afirmou que nem sequer pensou em cometer fraude, alegando que a estrutura usada para canalizar direitos de imagem foi sugerida pelo Real Madrid e coordenada por seu consultor britânico. Ele ressaltou que tal modelo era comum entre jogadores e antigos treinadores do clube.
O tribunal apontou que os valores foram recebidos por meio de empresas fictícias no Reino Unido e Ilhas Virgens, sem estrutura operacional regular, apenas para mascarar os ganhos. Ancelotti já teria regularizado a dívida com a Receita espanhola, depositando €1,42 milhão em maio de 2021
O técnico tornou-se parte de uma série de casos envolvendo atletas e treinadores que enfrentaram problemas semelhantes, incluindo Messi, Cristiano Ronaldo, Mourinho e Modric .
Ancelotti está atualmente nos Estados Unidos para acompanhar a final do Mundial de Clubes, mas não será possível torcer por clubes brasileiros, como o Fluminense, já que foi eliminado da competição. Ele retorna ao comando da seleção após a Copa América .
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial; o técnico confirmou sua confiança na Justiça espanhola .