A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um caso grave de violência sexual envolvendo um investigador suspeito de estuprar uma mulher que estava presa sob custódia na Delegacia de Sorriso, no norte do estado. O servidor Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi preso e passou por audiência de custódia no domingo (1º), tendo a prisão mantida pela Justiça.

Segundo informações da defesa da vítima, a mulher estava detida desde o dia 8 de dezembro e relatou ter sido violentada quatro vezes, entre a noite do dia 9 e o amanhecer do dia 10, dentro da própria unidade policial. De acordo com o advogado, o investigador teria retirado a detenta da cela e a levado até uma sala vazia, onde os abusos teriam ocorrido sob ameaças para que ela permanecesse em silêncio.

O defensor também afirmou que a vítima foi intimidada com ameaças contra sua filha menor de idade. Após ser liberada, dias depois, ela teria procurado o Ministério Público para formalizar a denúncia.

Ainda conforme relatado, a mulher foi presa inicialmente sob suspeita de envolvimento em um homicídio, mas sua defesa sustenta que ela teria sido detida por engano. Já a Polícia Civil afirmou que não houve equívoco e que a prisão ocorreu em cumprimento de mandado temporário decretado pela Justiça, uma vez que ela é investigada no caso.

A delegada responsável pela apuração, Layssa Crisóstomo, informou que a vítima passou por exames periciais e teve material genético coletado. O conteúdo foi confrontado com amostras dos policiais de plantão, e os resultados apontaram compatibilidade com o material do investigador preso, reforçando a suspeita de violência sexual.

Outras mulheres custodiadas foram ouvidas durante a investigação, mas até o momento não há registros de novas denúncias contra o servidor. O caso tramita em sigilo, como ocorre em situações envolvendo crimes sexuais.

A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e poderá instaurar procedimentos administrativos paralelamente ao inquérito criminal.

O Expresso Notícia segue acompanhando o desdobramento da investigação e mantém espaço aberto para manifestações oficiais das instituições envolvidas e da defesa do investigado.

Postar um novo comentário

Declaro ciência dos termos de uso de dados e privacidade do Portal e assumo integralmente a responsabilidade pelo teor do comentário.

Comentários (0)

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação e disponibilizar funcionalidades adicionais.