
Na região sudeste de Mato Grosso, o início da safra de soja 2025/26 revela uma série de desafios para os produtores. Mesmo com o avanço do plantio, o solo seco e a irregularidade das chuvas estão atrasando a semeadura e comprometendo o desenvolvimento das lavouras.
Produtores relatam que, em algumas propriedades, apenas 25% da área prevista para a semeadura foi ocupada até o momento. Eles destacam que a decisão de semear depende cada vez mais de previsão meteorológica e custo de oportunidade: “todo dia vejo a previsão do tempo… está na ponta da caneta realmente”.
Além da questão climática, os custos de produção elevados — como insumos, maquinário e juros — pesam no orçamento agrícola, exigindo cautela para evitar perdas. A consequência: a janela ideal de plantio do milho safrinha começa a se estreitar, o que pode impactar a segunda safra e a rentabilidade.
Especialistas alertam que, embora a área total a ser plantada esteja projetada para expansão, o cronograma apertado exige estratégia e eficiência. A irregularidade nas chuvas — influenciada pelo fenômeno La Niña — continua como fator de risco, impondo cenários de incerteza ao campo.
O Expresso Notícia seguirá acompanhando a evolução da safra em Mato Grosso, particularmente as condições de semeadura e o impacto nos custos e produtividade.